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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Consumo global atingirá US$ 40 tri em 2020

Estados Unidos, China e Índia lideram o ranking de consumo global, que deve atingir a cifra de US$ 40 trilhões entre 2010 e 2020

 

+ Gastos com internet e telefonia são os que mais devem crescer no Brasil Crédito: Fotolia.com
Americanos, chineses e indianos serão responsáveis por injetar US$ 12 trilhões ao total de US$ 40 trilhões projetados para o consumo global entre 2010 e 2020.
A constatação vem de um levantamento da consultoria americana A.T. Kearney baseado em dados da Euromonitor, que foram antecipados ao jornal Valor Econômico na edição dessa segunda-feira, 21.
O Brasil vem em quarto lugar. O acesso à internet e aos mais diversos tipos de celulares vão representar 70% do US$ 1,7 bilhão que o brasileiro deve gastar entre 2010 e 2020, alta de 55% em relação à década anterior. Educação, serviços médicos e transportes vão liderar o restante das despesas, enquanto o ritmo da compra de itens de vestuário e calçados deve diminuir.
Chamada "Riqueza e Gastos dos Consumidores", a pesquisa é resultado do estudo de mais de três mil características socioeconômicas de 70 áreas de consumo em 86 países, com vigência entre os anos de 1990 e 2020.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Mercado cresce 14,72% no 1º bimestre

Faturamento acumulado em janeiro e fevereiro foi de R$ 4 bilhões, segundo Projeto Inter-Meios  

Rodrigo Manzano

 O investimento publicitário brasileiro ultrapassou os R$ 4 bilhões no primeiro bimestre de 2012 e cresceu 14,72% (sem descontar a inflação) em relação ao mesmo período do ano passado, informa o Projeto Inter-Meios. O faturamento publicitário total em janeiro e fevereiro de 2011 foi de R$ 3,5 bilhões. A maior participação nos investimentos de mídia permanece da TV aberta (65,41%), com R$ 2,62 bilhões acumulados, seguida por Jornais (11,23%), Revistas (5,5%) e Internet (5,29%) (quadro abaixo).

Cresceram acima da média cinema (32,47%), Internet (26,26%), TV por assinatura (22,58%), Revista (20,15%) e TV aberta (17%). Também receberam investimentos Rádio (4,4%), Mídia Exterior (3,53%) e Guias e Listas (0,84%).O único meio que sofreu retração nos investimentos publicitários em relação ao ano passado foi Jornal (-1,09%), registrando, nestes dois primeiros meses, o total de R$ 451,5 milhões, contra R$ 456,5 milhões no mesmo período de 2011.

Mudanças
Para atender a uma solicitação da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), o Projeto Inter-Meios passa também a informar, a partir deste ano, os investimentos em internet que tenham sido destinados aos sites ou produtos digitais do meio jornal. A medida revela que as operações online dos jornais receberam o total de R$ 16,48 milhões, ou o equivalente a 0,41% do total investido nos dois primeiros meses. O Inter-Meios é um relatório de investimento em mídia no País a partir dos dados de faturamento publicitário fornecido diretamente pelos veículos. O Meio & Mensagem coordena o projeto.

 

 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Varejo fatura mais com classes D e E

Dados da Apas mostram alta do consumo nas classes D e E, estagnação das vendas de produtos de marcas próprias e forte tendência de supermercados de bairro

 

+ Classes D e E foram as que mais compraram em 2011 Crédito: SXC
A participação dos produtos de marca própria no faturamento dos supermercados brasileiros avançou somente 0,2 ponto percentual desde 2010. De acordo com dados de uma pesquisa feita pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) em conjunto com a Nielsen e a Kantar Worldpanel, a representatividade desse tipo de produto passou de 4,6% em 2009 para 4,8% em 2010 e para 4,9% em 2011.
O resultado, segundo a entidade, é reflexo do maior poder aquisitivo dos brasileiros, especialmente das classes emergentes, que nos últimos três anos passou a priorizar a experimentação de marcas nunca antes consumidas. Foi justamente essa parcela da população que alavancou as compras em 2011. O aumento no consumo de unidades foi de 1,3% na classe D e E, de 1,2% na classe C e de 1% nas classes A e B. A forte presença do componente aspiracional na decisão de compra do consumidor ainda deve exercer uma expressiva influência no crescimento das marcas próprias projetada para os próximos anos.
Outra tendência é a presença cada vez maior dos mercados de bairro, que conseguem oferecer preços até 48% mais baratos em comparação aos supermercados e hipermercados. O faturamento dos supermercados brasileiros atingiu a cifra de R$ 224,3 bilhões em 2011, alta de 4,4%.

Meio e mensagem.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Apple apresenta novo iPad no Brasil

Tablet começa a ser vendido no dia 11 de maio nas lojas da TIM com preço entre R$ 1,8 mil e R$ 2,2 mil

 

+ Apple somou vendas de 11,8 milhões de iPads no primeiro trimestre deste ano Crédito: Site oficial da Apple
A terceira versão do iPad começa a ser vendida no Brasil a partir do dia 11 de maio nas lojas da TIM. O tablet da Apple, que somente no primeiro trimestre deste ano somou vendas de 11,8 milhões de unidades em todo o mundo, chega ao País dois meses depois do seu lançamento nos Estados Unidos. Outros 46 países também já oferecem a novidade, cujo preço por aqui deve variar entre R$ 1,8 mil e R$ 2,2 mil, mesmo patamar do iPad 2, lançado em 2011.
Além da TIM, o novo iPad deve ser lançado também pelas demais operadoras e pelo varejo na mesma data. Tela com maior definição, processador mais rápido, câmera de cinco megapixels e suporte para celulares com tecnologias HSPA e 4G são alguns dos atributos adicionais do aparelho.
Cenário
O mercado brasileiro de computadores cresce hoje sob o embalo dos dispositivos móveis, em especial dos tablets e das mudanças avassaladoras propagadas pelo iPad, da Apple, que somente no quarto trimestre de 2011, período que concentra a maior movimentação do setor, vendeu 15,4 milhões de iPads, mesmo volume registrado durante todo o ano pelo mercado nacional de PCs, segundo a consultoria IDC. O resultado brasileiro indica que uma provável substituição de aparelhos tradicionais e portáteis pelos tablets já pode estar em curso.

Meio e mensagem.

Brasil passa Índia e já é 2º no Facebook

Segundo dados do Social Bakers, País só perde, em número de usuários, para os Estados Unidos

Bárbara Sacchitiello

 

+ Mais de 46,339 milhões de brasileiros já criaram um perfil na rede social Crédito: Reprodução
O Brasil já é a segunda nação do Facebook. A afirmação é da empresa de pesquisas e consultoria em mídias digitais Social Bakers, que monitora continuamente a quantidade de usuários da rede social. Segundo os dados, mais de 46,339 milhões de brasileiros já estão cadastrados no Facebook.

Com esses números, o País ultrapassou a Índia, que até então era vice-líder no ranking da rede social, e que atualmente possui um contingente de 45,779 milhões de pessoas cadastradas da rede de Mark Zuckerberg. Nos últimos três meses, a participação do Brasil no Facebook cresceu 22%. Há menos de duas semanas, a mesma consultoria de mídia havia divulgado que a nação teria subido para a terceira posição no ranking da rede, ultrapassando a Indonésia. O avanço impressionante do País chama a atenção dos consultores do Social Bakers, que atribuem a expansão ao fato de o País ter marcas que souberam trabalhar a rede social para atrair mais usuários.

Na semana passada, o Facebook anunciou a superação da marca de 901 milhões de usuários em todo o planeta, no final do mês de março. Nessa quarta-feira, 2, a rede social anunciou a aguardada data de sua oferta pública inicial de ações (IPO): será no dia 18 de maio. A expectativa é que, a abertura de capital atinja o valor de mercado de US$ 100 bilhões.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O lado mais criativo do Facebook

Raphael Vasconcellos, ex-AgênciaClick, conta como decidiu aceitar o convite de ser o diretor do time de creative solutions da empresa na América Latina

+ Vasconcellos: Facebook pode ser um lugar para as marcas contarem melhor suas histórias Crédito: Eduardo Lopes
Em um movimento que demonstra o quanto as grandes companhias digitais têm investido em criatividade, o Facebook decidiu buscar seu mais recente reforço no mundo das agências de comunicação. Conforme antecipado pelo ProXXIma na terça-feira 24, Raphael Vasconcellos deixa a AgênciaClick para assumir um novo posto na rede social. Em algumas semanas, como contou ao Meio & Mensagem, ele será o diretor do time de creative solutions do Facebook América Latina.

“O Facebook pode ser um lugar para as marcas contarem melhor suas histórias”, disse Vasconcellos, jurado brasileiro no Cyber Lions deste ano. “Faço parte de um time global. O Facebook está se aproximando mais das grandes agências. A proposta que recebeu veio num momento bom”, completou.
Vasconcellos, 34 anos, foi sondado pela rede de Mark Zuckerberg no início do ano. E levou o tempo que precisava para maturar a ideia. Afinal, foram quase 12 anos de AgênciaClick. “Seria difícil sair da Click para ir para outra agência. O Facebook representa uma ótima oportunidade. É um lugar interessante, relevante e de grande alcance. Mas também é um território meio verde (pelo lado da criatividade)”, contou.
Profissional que veio de Brasília, Vasconcellos comentou ainda que o avanço de empresas como Facebook e Google na criação evidencia que o pensamento criativo está em todas as partes. “Eles têm uma visão crítica importante. O Facebook não é para ser apenas um parceiro de venda. Devemos ser criativos de verdade”, afirmou.

Meio e Mensagem

 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Brasileiros criam PDV tipo exportação

Padarias brasileiras reinventam modelo de negócio que está prestes a ser exportado para México e China

+ Edson Rico, dono da St. Etienne, garante resultados positivos em três anos no Brasil ou no exterior Crédito: Arthur Nobre
 
Elas ganharam fama como um negócio típico de portugueses, mas partiu dos brasileiros, ora pois, a reinvenção do conceito das padarias, cobiçado hoje por mexicanos, espanhóis, americanos, chineses, angolanos e até no leste Europeu. Único no mundo, o novo modelo de negócios que reúne num só local restaurante, pizzaria, choperia, banca de revistas, enlatados, sem esquecer, é claro, do pãozinho quente, virou projeto de exportação com aval até do governo. “Dentro de um ano já devemos conhecer o primeiro destino da padaria brasileira fora do País”, espera Claudio Borges, gestor do projeto Brazilian Bakery na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex Brasil), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Se depender do mexicano Carlos Aguirre, o pontapé inicial acontecerá durante a Mexipan, realizada no próximo mês de agosto, na Cidade do México, com um público estimado de 30 mil visitantes. “Esperamos alavancar pelo menos três negociações a serem fechadas ao longo de um ano”, prevê o empresário que, além de promover o evento é também presidente da Anpropan, associação que representa os fornecedores de insumos e maquinário para a indústria da panificação do México.

A padaria “made in Brasil” terá um espaço de 180 metros quadrados para expor uma estrutura que, segundo cálculos de Aguirre, pode consumir um investimento da ordem de US$ 800 mil para se tornar realidade. A previsão é que a alternativa nacional dê um empurrão no crescimento das 34 mil padarias existentes hoje na terra do sobreiro, a exemplo do fenômeno ocorrido a partir da década de 90 no Brasil. Com o avanço dos supermercados, especialistas do varejo chegaram a condenar, na época, a morte do negócio. Era o que o setor precisava para reagir. “Hoje, as grandes padarias é que estão forçando os supermercados a reverem a sua presença na panificação”, compara Borges. A ameaça dos supermercados se repete hoje no México e a expectativa é que a opção brasileira seja capaz de reerguer o setor também por lá.

De acordo com Paulo Roberto Cavalcante, presidente da Abiepan (Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos para Panificação, Biscoitos e Massas Alimentícias) o potencial de êxito dessa empreitada começa a ser percebido pelos donos do setor. “Eles já entenderam a dimensão do projeto e poderão contar, inclusive, com o nosso suporte para reproduzir o seu negócio no exterior”, conta Cavalcante, que em parceria com a Abip (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria) coordena um plano para a exportação de equipamentos há oito anos junto à Apex, embrião do projeto que se transformaria na plataforma para a internacionalização do setor.
Fornada quente

A sofisticação do negócio é a prova de que o freguês sempre tem mesmo razão. As 43 milhões de pessoas que visitam diariamente as 64 mil padarias brasileiras geram um faturamento estimado em R$ 63 bilhões ao ano. Somente pela paulistana St. Etienne passam mais de 100 mil consumidores ao mês seja para comprar o tradicional pãozinho ou experimentar o lanche de filé mignon com queijo ementhal, um dos campeões de vendas do estabelecimento. “Podemos repetir o sucesso do negócio em qualquer grande cidade do Brasil ou do exterior, com resultados altamente positivos em três anos”, garante o dono da rede, Edson Rico, que não descarta a associação com grupos de investimentos estrangeiros para expandir a operação fundada pelo nos anos 50 pelo seu pai, José Antônio Rico.

O plano é crescer até 30% este ano com uma série de ações promocionais e de relacionamento. A estratégia contempla ainda a reforma da loja instalada no bairro dos Jardins, região Sul de São Paulo, a primeira da rede, além da unidade da Vila Madalena, zona Oeste da cidade, ambas nos moldes da suntuosa unidade City, inaugurada em novembro de 2010, no Alto de Pinheiros, outro bairro do Sul paulistano. Em 2013, a meta é chegar à Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte.

A St. Etienne exemplifica justamente o modelo de padaria que está prestes a extrapolar os limites das esquinas do País. “Esse modelo pode ampliar a projeção dos produtos brasileiros no exterior”, analisa Alexandre Pereira, presidente da Abip. Ele estuda, inclusive, a possibilidade de instalar um projeto piloto em Xangai, na China, em parceria com o Crystal Group, especializado na importação e exportação de produtos, e a empresa de logística chinesa Centex.

O potencial de exportação das padarias brasileiras começou a ser vislumbrado quando os representantes do setor passaram a simular o ambiente nas feitas internacionais. Da repercussão conquistada na FHC China 2011, as padarias brasileiras ganharam um espaço nobre na Europain, evento realizado no início de março em Paris, na França. O passaporte já está carimbado também para a Alemanha, sede da IBA, a maior feira de panificação do mundo. O presidente do evento, Peter Becker, que comanda também a UIB, órgão que reúne todas as associações de panificação do mundo, já confirmou um espaço de 300 metros quadrados para os brasileiros.

Meio e Mensagem

 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Sony detalha ações de Marketing para a Copa 2014

Companhia aproveitará o investimento de US$ 305 milhões na parceria com a Fifa para divulgar a marca no gramado, nas redes sociais e até na música oficial

Por Fernanda Salem, do Mundo do Marketing | 20/03/2012

fernanda@mundodomarketing.com.br

A Copa do Mundo se aproxima e as marcas começam a tomar as decisões para aproveitar o evento no Brasil e ganhar visibilidade entre os consumidores. Para ser parceira da Fifa, as empresas desembolsam cerca de US$ 200 milhões e recebem uma série de possibilidades exclusivas para divulgar sua marca. Em 2007, a Sony entrou para este rol privilegiado, com um contrato de US$ 305 milhões, valendo até a próxima Copa. Para aproveitar o investimento e o status como parceira na categoria “Vida Digital” em 2014, a empresa conta com uma plataforma de ações que iSony detalha ações de Marketing para a Copa 2014nclui as possibilidades de lançar produtos em edição especial com a temática, levar consumidores para tirarem fotos das partidas, além de gravar o tema oficial com músicos brasileiros da Sony Music.
O carro-chefe da Sony para a Copa será o 3D, que já ganhou destaque em 2010, quando a companhia utilizou câmeras profissionais para gravar as partidas utilizando a tecnologia. O objetivo é consolidar o investimento em televisores capazes de reproduzir imagens
tridimensionais. Para 2014, o foco será ainda reforçado.
“O mote da Sony para a Copa 2014 será a integração dos produtos eletrônicos com o 3D. Usaremos este tema desde a apresentação de produtos até realizando ações com torcedores que serão depois aproveitadas pela tecnologia. As mídias sociais terão destaque nas
divulgações, e buscaremos integrar internet e celular, usando a tática de gaming”, diz Fábio Laudísio, Diretor do Projeto Sony / FIFA para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, durante o Seminário Gestão Esportiva FGV. 
Aproximação pela música
Uma das principais ferramentas para se aproximar do consumidor é a música. A Coca-Cola, que também é parceira da Fifa, é uma marca que reforça esta plataforma. Para as Olimpíadas de 2012, em Londres, por exemplo, o mote das divulgações será a música, por meio de uma
parceria com o produtor Mark Ronson. Para a Sony, que atua como gravadora com a Sony Music, este aspecto pode ganhar mais relevância.
Em 2010, na Copa da África do Sul, a Sony criou a música Waka-Waka para ser a oficial do evento, gravada por sua artista Shakira. Deter a música oficial por contrato, no entanto, não impede que outros temas não oficiais sejam feitos. Apesar do sucesso da canção de Shakira,
outra melodia que ficou muito conhecida e relacionada com a Copa foi criada pela Coca-Cola, com simples três notas. Para 2014, a Sony pretende reforçar a estratégia e reinar, contratando músicos brasileiros.
“A Sony obtém o direito preferencial para criar a música oficial da Copa do Mundo. Para 2014, podemos utilizar alguns dos vários bons artistas brasileiros que temos para cantar o tema. A Sony Music Brasil tem Cláudia Leitte, Skank, entre outros”, afirma Laudísio.
Faltam ingressos
Um dos principais trunfos das empresas parceiras são os ingressos. Será difícil sobrar algum para o brasileiro comprar. Segundo estimativas, cerca de 80% das entradas não vão para o público, mas para empresas e para a Fifa. Em um país como o Brasil, onde futebol significa paixão, o programa de ingressos, restrito aos patrocinadores, será uma ferramenta muito importante, que alimentará o desejo dos torcedores de assistir aos jogos.
Para aproveitar a oportunidade, as companhias associadas ao evento começam a realizar sorteios e promoções que dão entradas para as partidas, já que as Sony detalha ações de Marketing para a Copa 2014vendas serão iniciadas em agosto. Outra opção são os Fan Fest, exibições oficiais das partidas realizadas pela Fifa em locais públicos. Na Copa de 2010, o espaço em Copacabana, no Rio de Janeiro, atraiu mais público do que alguns estádios sul-africanos.
A Sony terá, além do logo nas Fan Fests a serem montadas em 2014, displays para testes de produtos no local. Serão 12 no Brasil e seis ao redor do mundo, em lugares ainda não revelados. Também não está fora dos planos da empresa realizar exibições independentes em áreas exclusivas, para contornar as fortes restrições da Fifa.
Ativação no gramado
Um dos maiores benefícios dos parceiros da Fifa é a permissão de realizar ativações dentro do estádio. “A ativação no estádio é um grande trunfo, porque temos a chance de nos aproximar de três milhões de consumidores em um momento de grande emoção”, diz Laudísio. Entre as ações permitidas, e que serão aproveitadas pela Sony, estão conteúdo do telão, camarotes, sorteio de ingressos, publicidade no local e exposição ao redor do estádio.
“Enquanto a Coca-Cola usa o entorno do estádio para se aproximar a partir de dança e música, o perfil da Sony é mais de realizar exposição dos produtos 3D, com interatividade”, diz Lausídio. Uma possibilidade que está sendo estudada pela empresa é a realização de algo semelhante ao que a Budweiser, cerveja da Ambev e oficial da Copa, fez em 2010, com o Man of the Match, quando escolhia ao fim da disputa o melhor jogador da partida. A ideia é prender a atenção do torcedor assim que o jogo acaba e gerar relacionamento.
Uma das iniciativas criativas que estão sendo planejadas é levar fãs para assistirem ao jogo atrás do gol e virarem fotógrafos. A pessoa selecionada produzirá conteúdo para as redes sociais da empresa, mostrando que está no local e exibindo suas fotos. Outra oportunidade
será a participação, tradicional, de seis crianças carregando a bandeira. Alinhada à plataforma de ações que busca aproximar a marca da família brasileira, a Sony distribuirá câmeras para os pais das crianças tirarem fotos. Tudo a ser posto no Facebook.
Produtos Licenciados
Outro assunto a ser pensado é o lançamento de produtos oficias da Copa do Mundo 2014 em edição limitada. Entre as opções pensadas pela companhia está uma máquina fotográfica com o tema Brasil 2014, a ser distribuída, principalmente, para os pontos de venda em aeroportos e perto de estádios.
Em julho de 2011, a Sony criou um Playstation 3 em homenagem à Copa 2014, mas com apenas cinco unidades, com o objetivo de gerar conhecimento sobre a associação da marca ao evento. Os consoles receberam pintura à mão com o logo da Copa e a bandeira do
Brasil. Para apresentar o aparelho, a Sony aproveitou o sorteio das eliminatórias da Copa, que também está no contSony detalha ações de Marketing para a Copa 2014rato.
Na ocasião, os aparelhos foram entregues para três instituições que unem o futebol a atividades sócio-educativas: Escola Zico 10, a Fundação Cafu e a organização internacional Save The Children. Os outros dois foram sorteados para jogadores, o que acabou virando assunto no Twitter.
Outros eventos
Assim como no sorteio das eliminatórias, a Sony aproveitará para realizar ativações em ações relacionadas à Copa. De acordo com o pacote fechado com a Fifa, a empresa japonesa pode participar de uma série de eventos, como a Copa do Mundo de Futsal e jogos de caridade. Além disso, terá 10 eventos ligados a futebol criados pela própria empresa até 2014, nos quais buscará parcerias com outros patrocinadores. Outra opção são ações nos Centros de Treinamentos das Seleções, que devem ganhar um destaque maior em 2014.

Para apoiar todas as iniciativas, a empresa reforçará seu envolvimento com a Copa, dentro e fora do ambiente institucional. Em todos os materiais de divulgação e no ponto de venda, estarão frases como “Estamos com a Copa”. Internamente, existem as possibilidades de realizar campanhas de incentivo que darão ingressos para as partidas, atletas patrocinados chamados para eventos na empresa e ambientação do local de trabalho.
“O projeto deve vir de dentro para fora. Temos que envolver todos os colaboradores e mostrar que somos parte da Copa do Mundo”, diz Laudísio.

Mundo do Marketing

Qual o caminho do Marketing Digital para PMEs?

Caminho é investir na criatividade e criar um diálogo certeiro com o consumidor. Planejamento também é essencial na hora de colocar a marca no mundo digital

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 09/04/2012

sylvia@mundodomarketing.com.br

O crescimento constante da internet e do e-commerce no Brasil tem representado uma oportunidade para os que querem empreender, mas também um desafio. Como se destacar em um cenário que caminha para o amadurecimento e testemunha a disputa cada vez mais acirrada de players de todos os tamanhos – desde os que nasceram originalmente no universo digital até os grandes varejistas que também apostam na internet?

Não só no varejo eletrônico, o Marketing Digital mostra-se uma ferramenta importante para as pequenas e médias empresas que querem crescer e ganhar notoriedade no mercado. Em uma era direcionada para o relacionamento, quem não tem verba para investir pesado na comunicação tradicional ganha espaço com criatividade e um diálogo certeiro com o consumidor na web.

“As empresas fogem cada vez mais do caminho do branding tradicional e optam pelo relacionamento, pelo bate-papo com os clientes. Trabalhar bem as mídias sociais é um dos principais meios. Exige mais criatividade e estratégia do que dinheiro”, acredita Flávio Horta, Diretor da Digitalks, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Nem tudo que está na moda é adequado
Os modismos, no entanto, devem ser vistos com cuidado quando o assunto é internet. Há quatro anos em operação, a Doce Beleza opera exclusivamente online vendendo cosméticos, especialmente produtos para os cabelos. Em um primeiro momento, a prioridade foi investir em mecanismos que dessem visibilidade à marca.

“A grande vitrine para negócios baseados na internet é o Google, com adwords e busca orgânica. É daí que vem quase toda a visibilidade que a empresa pode ter, independente do porte. Obviamente, quanto mais verba, mais visível ela tende a estar”, conta Celso Vistra, Gerente de Marketing da Doce Beleza, em entrevista ao portal.

Foram necessários dois anos para que a empresa desse um novo passo e investisse em mídias sociais. A estratégia da Doce Beleza nestes canais, entretanto, não é orientada para vendas, e sim para o relacionamento. A intenção sempre foi ter um espaço para que as consumidoras discutissem, tirassem dúvidas e falassem sobre assuntos relacionados ao universo da beleza.

A importância de um diagnóstico correto
Agora, o investimento é ainda maior. A Doce Beleza está reformulando os canais existentes, como Linkedin, Facebook, Twitter e Youtube, e criando novos perfis no Pinterest e no Tumblr, além de um blog. Tudo para incentivar ainda mais a conversa e fortalecer a marca, contribuindo para o aumento do faturamento da empresa, que em 2011 cresceu 55%, atingindo R$ 12 milhões. Para a Doce Beleza, as mídias sociais devem manter-se como um canal de relacionamento e deixar as vendas a cargo da loja virtual.

“Acompanhamos o social commerce e não descartamos a possibilidade, mas pensamos que não é uma plataforma adequada para o nosso negócio. A navegabilidade de um portal bem estruturado, como pesquisa de produtos, é infinitamente superior à da plataforma do Facebook, por exemplo”, diz Vistra, ressaltando que, no caso de empresas que estão começando, as vendas por meio de plataformas como o Facebook e sua Like Store podem ser uma alternativa rentável.

Antes de pensar em outros canais, no entanto, é importante fazer uma avaliação do próprio site e das ferramentas já utilizadas. Algumas mudanças simples podem trazer resultados satisfatórios. Foi o que aconteceu com o Instituto de Estudos Franceses e Europeus (IFESP). Depois de reformular toda a estratégia digital, o IFESP conseguiu passar de um faturamento de R$ 750 mil em 2009 para R$ 1,5 milhão em 2011 e gastar duas vezes menos com Marketing.

Mudanças que fazem a diferença
Em 2009, o IFESP contava com um site feito de maneira artesanal, mas com um bom posicionamento nas buscas orgânicas. Com a reformulação do portal, entretanto, a visibilidade diminuiu e aumentaram os gastos na compra de palavras-chave. “Desconhecendo as melhores práticas de Marketing Digital, percebemos que não iríamos muito longe e o custo seria alto”, explica Alexandrine Brami, Sócia-Diretora do IFESP, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O primeiro passo foi diagnosticar os problemas e transmitir para a equipe o que estava errado e precisava ser mudado. Em seguida, foi necessário ganhar notoriedade na internet para aumentar a taxa de conversão dos prospects em clientes. Foi o momento, então, de mudar mais uma vez o site, que passou a ser orientado para buscas orgânicas.

Como o maior problema era justamente a conversão de clientes, o instituto também investiu na melhoria do sistema de e-mail Marketing. “Enviávamos e-mail e as pessoas marcavam como spam ou pediam para sair do mailing. Encontramos uma empresa que não só oferecia a prestação de envio, como também a consultoria em otimização dos e-mails”, lembra Alexandrine, ressaltando que a medida mais que triplicou a taxa de abertura, passando de 6% para 20%, e expandiu de 10% para 35% o número de cliques dos e-mails.

Marketing Digital também demanda investimentos
Apesar de parecer pequeno, se comparado ao Marketing tradicional, o investimento em Marketing Digital deve ser cuidadoso e planejado para minimizar erros. “Para a pequena empresa, montar uma equipe de mídias sociais tem um custo alto. Utilizar os próprios funcionários acaba sendo um caminho mais viável”, sugere Horta, da Digitalks. “Os profissionais de Marketing precisam se adaptar a um mundo com mais números. Na internet, a ação vai para o ar e começa o trabalho de mensurar, entender, mudar e melhorar, de forma contínua”.

É exatamente a falta de estratégia um dos principais erros de quem investe em Marketing Digital. “Entrar na internet sem planejamento é um tiro no pé. Tem que estar preparado para o consumidor que vai falar de você, bem ou mal. O Santander, por exemplo, tem uma política de responder em até duas horas no Twitter e quatro ou cinco horas no Facebook. Pelo telefone, são cinco dias. Isso mostra a diferença do buzz que um consumidor insatisfeito pode causar nas redes sociais comparado ao telefone”, considera Horta.

Entre as próximas tendências, além das mídias sociais que já são mais do que exigência, está o mobile. “No futuro vejo tudo isso que estamos falando muito mais forte no mobile, que já é uma realidade. Os preços dos smartphones estão cada vez caindo mais e daqui a pouco os tablets serão mais baratos do que computadores. Veremos o boom do Brasil móvel”, destaca o Diretor da Digitalks.

Mundo do Marketing